Também conhecida como osteoartrite, artrite degenerativa ou doença articular degenerativa, a artrose acomete as articulações, desgasta a cartilagem que reveste os ossos e ainda pode danificar os ligamentos, o líquido sinovial (lubrificante) e a membrana sinovial (que protege o osso na articulação). Com tudo isso, os movimentos dos membros do paciente são prejudicados.

A função da cartilagem, como um todo, é fazer com que as duas extremidades ósseas da articulação deslizem sem que entrem em atrito durante um movimento. A artrose é um desgaste nesse ponto, que impede que a cartilagem cumpra sua função sem promover desconforto.

A condição, como já mencionamos, é bastante comum. Segundo dados do Ministério da Saúde, a artrose acomete 15 milhões de pessoas no Brasil. Com o tempo, ela tende a piorar e, quanto mais cedo for percebida, faz-se necessário acompanhamento médico. Apesar de não ter cura, os tratamentos podem trazer um alívio considerável para quem sofre da doença.

Artrite x Artrose

Embora ambas apresentem sintomas e, até mesmo, nomes parecidos, a artrite corresponde à inflamação da articulação, enquanto a artrose é uma doença crônica.

É importante entender que a artrite, quando não tratada, pode evoluir para um quadro de artrose e implicar em complicações ao longo da vida do paciente.

O que pode causar a doença?

Antes de explicarmos por que a artrose ocorre, é importante saber que há dois tipos da doença: a primária e a secundária. Entenda mais a seguir.

Artrose primária

Esse tipo de artrose tem como principal causa o uso excessivo de uma articulação, embora também possa surgir devido ao envelhecimento do indivíduo — processo natural por qual todas as pessoas passarão um dia. Além disso, ela pode ser encontrada frequentemente em vários membros da mesma família, sugerindo características hereditárias.

O uso repetitivo das articulações por um longo período certamente traz danos à cartilagem, o que gera dor nas articulações e inchaço. Com o decorrer do tempo, o líquido sinovial se degenera, bem como a membrana sinovial.

Nos casos mais avançados, pode até mesmo ocorrer a perda total da cartilagem que envolve as extremidades ósseas. Isso provoca o atrito entre os ossos e causa dor e limitações de mobilidade.

Esses danos à cartilagem também podem estimular calcificações em alguns pontos das articulações. Assim, são formados os osteófitos — mais conhecidos como “bicos de papagaio” —, acometendo a coluna.

Artrose secundária

A artrose secundária, por sua vez, é causada por doenças ou condições já preexistentes no paciente. Por exemplo, obesidade, cirurgia das estruturas articulares, anomalias congênitas, gota, artrite reumatoide, diabetes, distúrbios hormonais, trauma repetido, entre outros.

Explicados os dois tipos da artrose, entre as inúmeras causas da condição, no geral, listaremos abaixo as mais comuns: ​

  • desgaste devido ao envelhecimento natural das articulações com o passar do tempo, geralmente após os 50 anos;
  • trabalhos que possam sobrecarregar alguma articulação;
  • esportes que trabalham demasiadamente a mesma região ou que requerem movimentos frequentes de torção, como futebol, beisebol etc;
  • falta de força, sobretudo na região das pernas;
  • atividades em que são necessários movimentos repetitivos de agachar ou ajoelhar, sobretudo ao levantar objetos pesados;.
  • fraturas, quedas, pancadas ou torções que podem levar ao comprometimento da região;
  • excesso de peso, provocando desgastes especialmente nas articulações das pernas ou da coluna;
  • histórico familiar, já que a doença pode ter origens genéticas, afetando pessoas de todas as idades.

Quais são seus sintomas?

No início, a condição pode não apresentar sinais, sendo percebida somente por meio de radiografias. A dor é o principal sintoma de quem sofre com a artrose, começando apenas na movimentação da articulação afetada e melhorando com o repouso.

Com o passar do tempo, ela progride, se torna mais intensa na região afetada e tende a piorar ao final do dia. Outros sintomas comuns são inchaço, rangidos durante a movimentação da área e limitação de alguns movimentos. Também pode ocorrer rigidez no movimento ao levantar-se pela manhã ou após um longo período sem movimentar aquela região.

A intensidade dos sinais pode variar bastante de paciente para paciente. Alguns podem ficar literalmente debilitados, enquanto outros apresentam menos dor e se sentem pouco afetados — apesar da degeneração das articulações continuar ocorrendo e, inclusive, sendo observada em radiografias. Além disso, os sintomas podem ser intermitentes.

Fonte:  https://www.hipolabor.com.br/blog/artrose-entenda-as-causas-e-os-melhores-tratamentos/

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